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Patrimônio Mundial Natural - Noronha entra para programa da Unesco

Diário de Pernambuco-PE/Editoria Vida Urbana
Não acredite em tudo o que seus olhos vêem. A expressão vale para conter o encantamento de qualquer visitante ao colocar os olhos sobre Fernando de Noronha. Apesar da beleza de suas praias, o equilíbrio ambiental do arquipélago enfrenta dificuldades como a ameaça provocada pela proliferação de espécies invasoras em seu território. Os esforços realizados para conter esses, e outros conflitos, ganharam um reforço internacional, ontem, com uma notícia esperada há três anos e muito bem-vinda. É que a ilha passou a fazer parte do Programa para a Conservação da Biodiversidade nos Sítios do Patrimônio Mundial Natural, desenvolvido pela Unesco desde 2004. Com um nome tão grande, o programa tem também uma ampla missão: preservar os sete sítios brasileiros reconhecidos como Patrimônios Mundiais.
Junto com Fernando de Noronha (PE), o Atol das Rocas (RN) também tornou-se um novo integrante. Com isso, o programa passou a atender todos os patrimônios naturais brasileiros classificados pela Unesco. Além das duas ilhas oceânicas, são considerados sítios naturais três áreas de mata atlântica (Parque Nacional do Iguaçu, a Costa do Descobrimento Reservas de Mata Atlântica e Mata Atlântica Reservas do Sudeste), a Área de Conservação do Pantanal e o Complexo de Conservação da Amazônia Central. "A inclusão de Noronha é uma provocação antiga. A ilha foi reconhecida como patrimônio mundial, em 2001, mas a primeira etapa do programa só considerou títulos concedidos antes disso", disse o secretário executivo de meio ambiente, Aloysio Costa Jr, que está acumulando a função de diretor de infra-estrutura da ilha.
Uso - O título facilita a obtenção de recursos para ações e projetos desenvolvidos na área ambiental. "O projeto já aponta US$ 100 mil, com contrapartida do estado, para desenvolver uma série de projetos destinados à proteção integrada do território", afirmou Aloysio. Os recursos são previstos para 2008 com início das ações entre janeiro e fevereiro. Em três anos de programa, R$ 13,4 milhões foram comprometidos para uso nos sítiosmundiais, dos quais 20% são recursos do governo federal. O restante ainda conta com doações da Fundação das Nações Unidas, da entidade ambiental WWF, da Conservação Internacional e do The Nature Conservancy. O anúncio da participação de Noronha foi feito durante um encontro, que se encerra hoje, na ilha, com o objetivo de revisar o projeto. O encontro passará por outras cidades que sediam os sítios.