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Brasil pede criação de uma nova entidade ambiental na ONU

Gazeta Mercantil SP/Carderno Internacional
Rio, 4 de Setembro de 2007 - O Brasil pediu a criação de uma nova entidade dentro da Organização das Nações Unidas (ONU) que reforce o âmbito institucional da governabilidade ambiental internacional. A nova organização ou agência "deve contribuir para a coesão e a eficácia das instâncias existentes", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na abertura da Reunião Ministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - Desafios de Governabilidade, ontem no Rio de Janeiro.
O encontro informal de ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente das Américas, da Europa e da Ásia acontece 15 anos depois da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, que aconteceu no Rio. "Os graves desafios de 15, 10 e até 5 anos atrás ficaram mais graves. Não podemos esperar que o quadro piore mais", disse Amorim, ressaltando que as novas evidências científicas sobre as mudanças no clima "reforçam a necessidade de medidas eficazes e urgentes".
Essas medidas, segundo ele, "devem conduzir a um crescimento econômico com níveis menores de emissões globais, respeitando o direito das populações dos países em desenvolvimento a usufruir de seus recursos de forma sustentável".
Ao abrir o encontro, que durará dois dias, Amorim disse que a nova organização que se propõe deveria incorporar as perspectivas, as necessidades e as circunstâncias específicas dos países em desenvolvimento. "Uma das formas de pensar essa nova estrutura seria concebê-la como uma organização do tipo guarda-chuva, com responsabilidade nas dimensões normativa, de cooperação e de financiamento, que faça o máximo uso possível dos órgãos existentes", afirmou.
Amorim e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltaram os esforços brasileiros para desacelerar o desmatamento na Amazônia. Também destacaram o uso de fontes de energia limpa e renovável, especialmente os biocombustíveis.
"O Brasil não tem poupado esforços na difusão dos benefícios que os biocombustíveis podem trazer: mais segurança energética, diminuição da dependência dos combustíveis fósseis, combate ao aquecimento global e redução da fome e da pobreza no mundo", disse Amorim.
O Brasil é o principal produtor mundial de etanol, o álcool fabricado a partir da cana de açúcar.
Foram convidados para a reunião do Rio os ministros de países considerados muito atuantes no tema do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, como Argentina, Costa Rica, México, Venezuela, Estados Unidos, Rússia, França, Índia, Itália, Indonésia, Japão, Grã-Bretanha e África do Sul.
Rodada Doha
O chanceler brasileiro garantiu que a Rodada Doha de negociações comerciais globais "não vai morrer" e será concluída com sucesso. "Ela está viva", disse Amorim. "Estou convencido que a rodada vai se concluir de forma mais bem sucedida. Quando ela for concluída, e não tenho dúvida disso, ela vai ter um resultado muito melhor do que se previa em Cancún", acrescentou.