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Reafirmação como potência passa por relação com latinos
Jornal do Brasil/Por Camila Arêas Hegemonia atada, superpotência solitária, império em declínio - as idéias foram exploradas durante a II Conferência Nacional de Política Externa e Política Internacional, oferecida pelo Palácio Itamaraty, que avaliou o papel dos Estados Unidos em momento de mudanças radicais no sistema internacional. Hegemônicos em um mundo pós-guerra fria que experimenta a iminência da China como superpotência econômica e encara a participação crescente de países em desenvolvimento nas grandes instituições internacionais, os EUA não têm outra opção além de engajar-se.
Passados cinco anos do 11 de Setembro que voltou os EUA para o Oriente Médio, agora os americanos retornam a olhar para o Brasil, criativo no setor energético alternativo, e para a América Latina, onde encontram uma nova realidade política, com governos de forte legitimidade popular e antiamericanismo. A tarefa que caberá ao próximo presidente americano deve passar pela restauração da confiança internacional e da opinião pública, desgastadas pelas guerras, para se confirmar como potência no século 21.
Se o país quiser manter a supremacia deve dialogar com amigos e inimigos e, sobretudo, deve ouvir o que eles têm a dizer - afirma o embaixador do Brasil em Washington, Antonio de Aguiar Patriota, que assumiu o posto em março e prevê um cenário de maior abertura e cooperação americana com a América Latina passados quase seis anos do 11 de Setembro.
Os EUA têm historicamente oscilado entre uma atitude expansionista que se alimenta da "crença de que nossas idéias liberais e democráticas devem ser levadas mundo afora, sem permitir uma repressão do Estados-nações", explica Diana Negroponte, do programa de América Latina da Brookings Institution, e outra isolacionista que "retira o país de situações violentas e complexas diante de comprometimentos internacionais que não consegue controlar e das críticas da opinião pública nacional e estrangeira".
A americana enxerga desde os primeiros anos do governo George Bush uma tendência de "responsabilidade limitada" no engajamento internacional - a ameaça de abandonar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, a rejeição do Protocolo de Kyoto e a retirada da assinatura americana da Corte Criminal Internacional - que sofreu um baque no atentado de 11/9.
A falha em conquistar a vitória militar, a irritação com as instituições multilaterais que não garantem a paz e os altos custos das guerras criaram uma sensação de derrotismo e um desejo de proteger os interesses americanos acima de tudo e foram priorizados os assuntos de domésticos que podem ser resolvidos pelo pragmatismo americano - aponta Diana, para justificar a falta de engajamento americano na América Latina desde 2001 e ressaltar que o cenário começa a mudar de cor, chamando atenção para as recentes visitas de Bush ao Brasil.
A consciência de quanto o isolacionismo pode ter dificultado a hegemonia está novamente aberta. É uma oportunidade para estreitar os laços de cooperação - ecoa Patriota. - Os biocombustíveis são uma área em que estamos cooperando bilateralmente, com reflexos úteis para o mundo em geral.
Sobre este ponto, está de acordo o especialista do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Richard K. Lester:
A globalização econômica e questão energética têm de ser desenvolvidas coletivamente. A agenda internacional de hoje não permite mais o desengajamento - defende.
Passados cinco anos do 11 de Setembro que voltou os EUA para o Oriente Médio, agora os americanos retornam a olhar para o Brasil, criativo no setor energético alternativo, e para a América Latina, onde encontram uma nova realidade política, com governos de forte legitimidade popular e antiamericanismo. A tarefa que caberá ao próximo presidente americano deve passar pela restauração da confiança internacional e da opinião pública, desgastadas pelas guerras, para se confirmar como potência no século 21.
Se o país quiser manter a supremacia deve dialogar com amigos e inimigos e, sobretudo, deve ouvir o que eles têm a dizer - afirma o embaixador do Brasil em Washington, Antonio de Aguiar Patriota, que assumiu o posto em março e prevê um cenário de maior abertura e cooperação americana com a América Latina passados quase seis anos do 11 de Setembro.
Os EUA têm historicamente oscilado entre uma atitude expansionista que se alimenta da "crença de que nossas idéias liberais e democráticas devem ser levadas mundo afora, sem permitir uma repressão do Estados-nações", explica Diana Negroponte, do programa de América Latina da Brookings Institution, e outra isolacionista que "retira o país de situações violentas e complexas diante de comprometimentos internacionais que não consegue controlar e das críticas da opinião pública nacional e estrangeira".
A americana enxerga desde os primeiros anos do governo George Bush uma tendência de "responsabilidade limitada" no engajamento internacional - a ameaça de abandonar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, a rejeição do Protocolo de Kyoto e a retirada da assinatura americana da Corte Criminal Internacional - que sofreu um baque no atentado de 11/9.
A falha em conquistar a vitória militar, a irritação com as instituições multilaterais que não garantem a paz e os altos custos das guerras criaram uma sensação de derrotismo e um desejo de proteger os interesses americanos acima de tudo e foram priorizados os assuntos de domésticos que podem ser resolvidos pelo pragmatismo americano - aponta Diana, para justificar a falta de engajamento americano na América Latina desde 2001 e ressaltar que o cenário começa a mudar de cor, chamando atenção para as recentes visitas de Bush ao Brasil.
A consciência de quanto o isolacionismo pode ter dificultado a hegemonia está novamente aberta. É uma oportunidade para estreitar os laços de cooperação - ecoa Patriota. - Os biocombustíveis são uma área em que estamos cooperando bilateralmente, com reflexos úteis para o mundo em geral.
Sobre este ponto, está de acordo o especialista do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Richard K. Lester:
A globalização econômica e questão energética têm de ser desenvolvidas coletivamente. A agenda internacional de hoje não permite mais o desengajamento - defende.

