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Esquenta o debate sobre critério de escolha no FMI
Gazeta Mercantil/Por Juliana Rocha e Fernando Exman O ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrou transparência no processo de escolha do próximo presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo brasileiro lidera o coro dos países que cobram um processo de nomeação mais aberto, sem restrição de nacionalidade dos candidatos.
"Em prol da modernização e democratização dos mecanismos de governança no âmbito das instituições financeiras multilaterais faz-se necessário superar pactos anacrônicos de partilha de poder", disse Mantega, em nota divulgada na manhã de sexta-feira. "No que respeita ao FMI, seria de lamentar que o processo de reformas em curso não tocasse diretamente o tema da seleção dos dirigentes máximos".
O presidente da instituição, Rodrigo Rato, vai deixar o cargo em outubro. Atualmente, a União Européia é responsável pelas indicações, em um acordo informal com os EUA. Como cada país-membro da instituição tem um peso no conselho, os europeus ganham força para indicar o presidente do FMI. Os americanos, em troca, indicam o presidente do Banco Mundial (Bird).
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil não terá candidato até que a dinâmica de indicação no FMI mude. Segundo ele, as instituições internacionais têm reconhecido a importância dos países em desenvolvimento e o potencial de contribuição. "Tanto no FMI como no Bird se vê que essa fase acabou. A OMC (Organização Mundial do Comércio) também só era dirigida por países desenvolvidos, mas isso já acabou", disse o ministro. "Não temos nada contra pessoas, mas achamos que tem que ser um processo mais aberto. Não vou lançar um candidato agora para uma coisa que eu não sei se vai acontecer", disse.
Mérito pessoal
Austrália, Colômbia, Argentina e África do Sul, além do Brasil, também defendem que o diretor-gerente do FMI seja escolhido com base no mérito pessoal. Para Luiz Eduardo Mellin, secretário de assuntos internacionais do ministério brasileiro da Fazenda, "é importante rejeitar o fato de que no século XXI ainda se siga uma tradição que hoje já é questionável, para nomear dirigentes para entidades internacionais com base em critérios de nacionalidade, não mérito". Mellin disse ainda que o Brasil não se opõe à candidatura de Dominique Strauss-Kahn, ex-ministro da Fazenda da França.
Em Buenos Aires, a ministra da Economia, Felisa Miceli e o presidente do Banco Central, Martin Redrado, também defenderam que o processo de escolha seja mudado. Miceli disse concordar com a idéia defendida por Guido Mantega e Redrado acha que "esse é o momento de discutir esse procedimento". O presidente do BC da Colômbia, José Dario Uribe, também pediu que os membros do órgão façam a seleção com base no mérito.
"Em prol da modernização e democratização dos mecanismos de governança no âmbito das instituições financeiras multilaterais faz-se necessário superar pactos anacrônicos de partilha de poder", disse Mantega, em nota divulgada na manhã de sexta-feira. "No que respeita ao FMI, seria de lamentar que o processo de reformas em curso não tocasse diretamente o tema da seleção dos dirigentes máximos".
O presidente da instituição, Rodrigo Rato, vai deixar o cargo em outubro. Atualmente, a União Européia é responsável pelas indicações, em um acordo informal com os EUA. Como cada país-membro da instituição tem um peso no conselho, os europeus ganham força para indicar o presidente do FMI. Os americanos, em troca, indicam o presidente do Banco Mundial (Bird).
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil não terá candidato até que a dinâmica de indicação no FMI mude. Segundo ele, as instituições internacionais têm reconhecido a importância dos países em desenvolvimento e o potencial de contribuição. "Tanto no FMI como no Bird se vê que essa fase acabou. A OMC (Organização Mundial do Comércio) também só era dirigida por países desenvolvidos, mas isso já acabou", disse o ministro. "Não temos nada contra pessoas, mas achamos que tem que ser um processo mais aberto. Não vou lançar um candidato agora para uma coisa que eu não sei se vai acontecer", disse.
Mérito pessoal
Austrália, Colômbia, Argentina e África do Sul, além do Brasil, também defendem que o diretor-gerente do FMI seja escolhido com base no mérito pessoal. Para Luiz Eduardo Mellin, secretário de assuntos internacionais do ministério brasileiro da Fazenda, "é importante rejeitar o fato de que no século XXI ainda se siga uma tradição que hoje já é questionável, para nomear dirigentes para entidades internacionais com base em critérios de nacionalidade, não mérito". Mellin disse ainda que o Brasil não se opõe à candidatura de Dominique Strauss-Kahn, ex-ministro da Fazenda da França.
Em Buenos Aires, a ministra da Economia, Felisa Miceli e o presidente do Banco Central, Martin Redrado, também defenderam que o processo de escolha seja mudado. Miceli disse concordar com a idéia defendida por Guido Mantega e Redrado acha que "esse é o momento de discutir esse procedimento". O presidente do BC da Colômbia, José Dario Uribe, também pediu que os membros do órgão façam a seleção com base no mérito.

