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ONGs atuam na preservação no norte

Diário de Cuiabá/Por Francieli Mezadri
O número de organizações não governamentais (ONG) interessadas em recuperar e proteger o meio ambiente vem crescendo vertiginosamente no Brasil. E em Mato Grosso, região pertencente à Amazônia Legal, algumas destas ongs começam a se destacar, como é o caso da internacional The Nature Conservancy (TNC) e a nacional Associação Amigos da Terra (CAT).
Criadas com o propósito de proteger o meio ambiente a partir de práticas corretas de manejo sustentável do cerrado amazônico, a TNC e a CAT passaram a desenvolver trabalhos de recuperação de Áreas de Preservação Permanente nas cidades de Lucas do Rio Verde e Sorriso.
Desde novembro do ano passado, a TNC vem trabalhando no projeto Lucas do Rio Verde Legal, que tem como meta a regularização ambiental das propriedades rurais do município.
De acordo com o coordenador do projeto, Giovanni Mateus Mallmann, engenheiro agrônomo especialista em conservação, a TNC está trabalhando em questões de recuperação de reservas legais, áreas de preservação permanente, bem como, incentivo ao manejo adequado de defensivos agrícolas e cumprimento de direitos trabalhistas nas propriedades rurais. "Nossa intenção é livrar as propriedades dos passivos ambientais", explica Mallmann, lembrando que esta regularização pode gerar, em breve, uma espécie de "selo verde" para Lucas do Rio Verde, bem como para os demais que manifestarem interesse pelo trabalho da ong. "Pretendemos abranger outros municípios, só estamos aguardando novas parcerias", concluiu.
Em Sorriso, município que se destaca mundialmente pela grande produtividade de grãos, o incentivo a agricultura sustentável e a preservação do meio ambiente vem sendo desenvolvido desde 2002 pela Associação Amigos da Terra (CAT).
A ong, formada por agricultores, engenheiros agrônomo, técnicos agrícolas e demais profissionais interessados em preservação e sustentabilidade, atua regularmente em ações relacionadas ao uso correto de tecnologia agrícola e recuperação de áreas de preservação permanente (APP).
De acordo com o vice-presidente da ong, o agricultor Darcy Getulio Ferrarin, a principal proposta é alcançar resultados positivo, tanto para o agricultor, como para a sociedade em geral.
"Infelizmente, somos vistos como vilões do meio ambiente e a nossa intenção é mudar esta imagem negativa", explica Ferrarin, citando alguns avanços alcançados pela ong em termos de agricultura sustentável e recuperação ambiental. "Temos 85% de nossa área plantada em sistema de Plantio Direto graças ao trabalho incansável de incentivo desta prática que beneficia diretamente o produtor rural e também o meio ambiente", concluiu.