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Impasse no Mercosul: Kirchner pede que Lula facilite adesão da Venezuela ao bloco
Folha de São Paulo O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, principal aliado de Hugo Chávez dentro do Mercosul, disse ontem em um ato em La Plata que pediu a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva que "aplaine" o caminho para a entrada da Venezuela no Mercosul.
"Estamos profundamente seguros em seguir adiante na construção do Mercosul, em seguir adiante também com a incorporação de todos que querem se unir ao Mercosul e, como eu disse a meu amigo Lula, aplainar todo o caminho para que a Venezuela possa ser parte ativa do Mercosul", disse Kirchner.
O presidente argentino fazia referência a um telefonema que fez ontem a Lula, segundo disseram fontes do governo argentino, depois que o brasileiro disse anteontem que "quem não quer ficar [no bloco] não fica". Foi uma resposta ao ultimato de Chávez aos Congressos brasileiro e paraguaio: o venezuelano disse que se seu pedido de entrada ao Mercosul não for ratificado até setembro, vai retirá-lo.
O processo de ingresso da Venezuela no bloco se iniciou com a assinatura de um protocolo em 2006 entre o país de Chávez e os quatro membros do Mercosul. A adesão, porém, está pendente da aprovação pelos Congressos paraguaio e brasileiro -Argentina e Uruguai já deram seu aval.
Kirchner e Chávez têm uma estreita relação. Neste ano, o argentino só fez quatro viagens ao exterior, duas delas à Venezuela. Durante a viagem do presidente dos EUA, George W. Bush, à América do Sul, em março, Kirchner permitiu que Chávez realizasse um ato anti-EUA em Buenos Aires.
Direita histérica
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse ontem que o país ainda está otimista sobre a sua entrada no Mercosul, apesar da "direita histérica" de alguns países-membros. "Se eles bloquearem a entrada da Venezuela no Mercosul, isso ficará em sua consciência." Maduro afirmou que seu governo "age de boa fé" e que espera para breve a formalização da adesão venezuelana.
O vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, disse que a resistência ao ingresso venezuelano no bloco se deve a questões econômicas e políticas: "Aos setores mais reacionários da ultradireita sul-americana, que são subordinados a interesses distintos dos de seus países, e aos verdadeiros inimigos da integração não convém que a Venezuela entre".
"Estamos profundamente seguros em seguir adiante na construção do Mercosul, em seguir adiante também com a incorporação de todos que querem se unir ao Mercosul e, como eu disse a meu amigo Lula, aplainar todo o caminho para que a Venezuela possa ser parte ativa do Mercosul", disse Kirchner.
O presidente argentino fazia referência a um telefonema que fez ontem a Lula, segundo disseram fontes do governo argentino, depois que o brasileiro disse anteontem que "quem não quer ficar [no bloco] não fica". Foi uma resposta ao ultimato de Chávez aos Congressos brasileiro e paraguaio: o venezuelano disse que se seu pedido de entrada ao Mercosul não for ratificado até setembro, vai retirá-lo.
O processo de ingresso da Venezuela no bloco se iniciou com a assinatura de um protocolo em 2006 entre o país de Chávez e os quatro membros do Mercosul. A adesão, porém, está pendente da aprovação pelos Congressos paraguaio e brasileiro -Argentina e Uruguai já deram seu aval.
Kirchner e Chávez têm uma estreita relação. Neste ano, o argentino só fez quatro viagens ao exterior, duas delas à Venezuela. Durante a viagem do presidente dos EUA, George W. Bush, à América do Sul, em março, Kirchner permitiu que Chávez realizasse um ato anti-EUA em Buenos Aires.
Direita histérica
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse ontem que o país ainda está otimista sobre a sua entrada no Mercosul, apesar da "direita histérica" de alguns países-membros. "Se eles bloquearem a entrada da Venezuela no Mercosul, isso ficará em sua consciência." Maduro afirmou que seu governo "age de boa fé" e que espera para breve a formalização da adesão venezuelana.
O vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, disse que a resistência ao ingresso venezuelano no bloco se deve a questões econômicas e políticas: "Aos setores mais reacionários da ultradireita sul-americana, que são subordinados a interesses distintos dos de seus países, e aos verdadeiros inimigos da integração não convém que a Venezuela entre".

