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Aquecimento fez lago desaparecer no Chile, dizem cientistas

BBC Brasil
Cientistas no Chile culparam a mudança climática pelo desaparecimento de um lago de 30 metros de profundidade na região sul do país, na Patagônia.

Guardas florestais que patrulhavam a área na região de Magallanes em março informaram que o lago de dois hectares estava em seu tamanho normal.

Mas, dois meses depois, eles encontraram uma enorme cratera seca, com grandes pedaços de gelo presos, pedaços que flutuavam pela água do antigo lago Témpanos.

De acordo com os especialistas, as geleiras em volta do lago estão derretendo e pressionaram uma parede de gelo que agiu como uma represa.

O glaciologista Andrés Rivera, do Centro de Estudos Científicos do Chile, afirma que a água do lago fluiu pela rachadura que se abriu na parede para um fiorde próximo e, então, para o mar.

Derretimento

Na segunda-feira, Rivera sobrevoou a área em um avião da Marinha chilena para tirar centenas de fotografias do local que fica a cerca de 2 mil quilômetros da capital chilena, Santiago.

"Em um lado da geleira Bernardo, podemos ver um grande buraco ou falha e acreditamos que foi por lá que a água passou. Isso confirma que as geleiras da região estão recuando e ficando mais finas", disse o glaciologista em um comunicado publicado na página da Marinha do Chile.

Rivera notou também que o lago agora parece estar enchendo novamente, provavelmente devido ao derretimento de grandes pedaços de gelo que ficaram no leito do lago.

"Podemos dizer com certeza que há água chegando à região e está se acumulando nas mesmas bacias que foram esvaziadas", disse.

Segundo Rivera, estes processos são relacionados às mudanças climáticas que estão ocorrendo na região.

Apesar de fenômeno semelhante já ter sido observado em outras regiões do Chile, o glaciologista afirma que este é um dos mais interessantes pela dimensão que alcançou.