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JUVENTUDE EM RISCO CUSTA R$300 BILHÕES AO BRASIL
Banco Mundial no Brasil BRASÍLIA, 25 de junho de 2007 – O Banco Mundial lançou nesta segunda-feira, dia 25 o relatório inédito “Jovens em situação de risco no Brasil”.
O relatório resume a incidência dos comportamentos de risco na juventude (15-24 anos),como repetição escolar e abandono da escola, ociosidade, uso de drogas, violência, iniciação sexual precoce e práticas sexuais arriscadas, e identifica fatores associados a eles, como gênero,raça, renda e localidade. A pesquisa inova ao estimar os custos monetários desses comportamentos tanto para os indivíduos e quanto para a sociedade em geral, fornecendo insumos para a formulação de políticas. Segundo os autores, os comportamentos de risco na juventude levam o Brasil a perder R$ 300 bilhões por geração.
Os autores mostram que, sem os gastos com o ensino universitário, as despesas com jovens caem para quase 0% do total dos gastos sociais no Brasil. O custo dessa falta de investimento soma bilhões de reais em cada geração de jovens. Por exemplo, as perdas públicas associadas à violência, como prisões e repressão, somam mais de R$500 milhões, enquanto que
seus custos privados, como perdas de renda, passam de R$5 bilhões. As estimativas representam um limite inferior devido à falta de dados completos e à dificuldade de estimar algumas variáveis.
Índice de Bem-Estar Juvenil
A pesquisa revela que os comportamentos dos jovens diferem enormemente entre as regiões do País, e que são necessárias estratégias específicas para tratar de suas causas e conseqüências. Os autores desenvolveram o Índice de Bem-Estar Juvenil para medir essas variações. Neste índice, que sintetiza a situação dos jovens em diversos indicadores sociais, os
jovens do Distrito Federal e de Santa Catarina são os menos expostos ao risco. Pernambuco,Alagoas estão no extremo oposto, com notas muito abaixo da média nacional na maior parte dos indicadores. Os resultados indicam a necessidade de levar em conta as diferenças entre os Estados no momento de elaborar estratégias de investimentos, destinando mais recursos para
aqueles nos quais os jovens estejam em piores situações – em vez de se estabelecer um único conjunto de prioridades a serem adotadas nacionalmente.
O relatório também faz comparações internacionais, e mostra que o contingente de jovens em situação de risco no Brasil é grande se comparado com outros países, principalmente no que se refere a violência, desemprego, subemprego e nível acadêmico. Já na área sexual, os jovensbrasileiros estão à frente da América Latina no uso de preservativos e práticas sexuais seguras.
Para reduzir o número de jovens em risco, o estudo sugere como medidas gerais a criação de um ambiente de redução de riscos, com o fortalecimento de comunidades e famílias,investimento na primeira infância e na permanência na escola. Para os jovens já em risco, são defendidas ações individualizadas para reintegração e reabilitação, baseadas na família, e uma melhor coordenação entre os esforços sociais, como entre o governo federal, governos estaduais, sociedade civil, setor privado e comunidades.
O relatório resume a incidência dos comportamentos de risco na juventude (15-24 anos),como repetição escolar e abandono da escola, ociosidade, uso de drogas, violência, iniciação sexual precoce e práticas sexuais arriscadas, e identifica fatores associados a eles, como gênero,raça, renda e localidade. A pesquisa inova ao estimar os custos monetários desses comportamentos tanto para os indivíduos e quanto para a sociedade em geral, fornecendo insumos para a formulação de políticas. Segundo os autores, os comportamentos de risco na juventude levam o Brasil a perder R$ 300 bilhões por geração.
Os autores mostram que, sem os gastos com o ensino universitário, as despesas com jovens caem para quase 0% do total dos gastos sociais no Brasil. O custo dessa falta de investimento soma bilhões de reais em cada geração de jovens. Por exemplo, as perdas públicas associadas à violência, como prisões e repressão, somam mais de R$500 milhões, enquanto que
seus custos privados, como perdas de renda, passam de R$5 bilhões. As estimativas representam um limite inferior devido à falta de dados completos e à dificuldade de estimar algumas variáveis.
Índice de Bem-Estar Juvenil
A pesquisa revela que os comportamentos dos jovens diferem enormemente entre as regiões do País, e que são necessárias estratégias específicas para tratar de suas causas e conseqüências. Os autores desenvolveram o Índice de Bem-Estar Juvenil para medir essas variações. Neste índice, que sintetiza a situação dos jovens em diversos indicadores sociais, os
jovens do Distrito Federal e de Santa Catarina são os menos expostos ao risco. Pernambuco,Alagoas estão no extremo oposto, com notas muito abaixo da média nacional na maior parte dos indicadores. Os resultados indicam a necessidade de levar em conta as diferenças entre os Estados no momento de elaborar estratégias de investimentos, destinando mais recursos para
aqueles nos quais os jovens estejam em piores situações – em vez de se estabelecer um único conjunto de prioridades a serem adotadas nacionalmente.
O relatório também faz comparações internacionais, e mostra que o contingente de jovens em situação de risco no Brasil é grande se comparado com outros países, principalmente no que se refere a violência, desemprego, subemprego e nível acadêmico. Já na área sexual, os jovensbrasileiros estão à frente da América Latina no uso de preservativos e práticas sexuais seguras.
Para reduzir o número de jovens em risco, o estudo sugere como medidas gerais a criação de um ambiente de redução de riscos, com o fortalecimento de comunidades e famílias,investimento na primeira infância e na permanência na escola. Para os jovens já em risco, são defendidas ações individualizadas para reintegração e reabilitação, baseadas na família, e uma melhor coordenação entre os esforços sociais, como entre o governo federal, governos estaduais, sociedade civil, setor privado e comunidades.
