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"Política de alianças eleitorais foi corrigida", diz Miguel Rossetto
Valor Econômico O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto é um dos articuladores do grupo que reuniu a tendência Democracia Socialista e dissidentes do antigo Campo Majoritário, como o ministro da Justiça Tarso Genro e o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), em uma aliança que apresentou o documento "Mensagem ao Partido".
O grupo pretende estabelecer uma nova hegemonia no partido, mas teve um resultado ruim na eleição dos delegados para o Congresso. Unidos, fizeram proporcionalmente menos delegados em comparação com os votos que conseguiram na eleição interna de 2005, quando concorreram de maneira separada. O grupo tenta recobrar fôlego para participar da eleição direta no fim do ano e contestar o comando atual do partido. Para isto, já agendou reunião interna em São Paulo, no próximo dia 10.
Valor: A tendência que o senhor representa elegeu menos delegados que esperava para este Congresso. A agenda ficou dominada pelo antigo Campo Majoritário?
Rossetto: Conseguimos a aprovação de pontos fundamentais, como a decisão de instituir um Código de Ética, que será redigido pelo Diretório Nacional do partido, e antecipar a eleição direta para este ano. Conseguimos também uma resolução em que se retoma uma estratégia eleitoral socialista e democrática, de reaproximação com os partidos de esquerda. É uma nova perspectiva de aliança.
Valor: Não é simplesmente a reafirmação da aliança atual?
Rossetto: Há uma preocupação explícita em retomar o diálogo com os partidos que formaram o bloco (PSB, PDT e PCdoB). São os nossos parceiros tradicionais no campo da esquerda. Eles estão agora colocados em um plano diferenciado em relação a alianças não tradicionais, que predominaram nos processos eleitorais mais recentes. A direção anterior diluiu a consistência das nossas aliança. Agora, esta questão está corretamente encaminhada. E ainda teremos a reforma política dentre as bandeiras do partido, em um contexto de uma nova Assembléia Constituinte. São todos pontos de nossa agenda. Mas nem todos os temas foram tratados.
Valor: Onde não foi possível avançar?
Rossetto: Toda a discussão estatutária e sobre o financiamento do partido, por exemplo, foi adiada. Não temos ainda regras claras sobre o que o PT pode ou não pode fazer para se auto-financiar. Sabíamos dos limites deste Congresso para atender a uma agenda tão ampla.
Valor: O grupo da Mensagem se sente em condições de disputar as eleições internas do partido ou deve buscar um candidato consensual para a presidência?
Rossetto: Para este Congresso tivemos um resultado muito aquém da nossa repercussão na sociedade e no partido, porque todo o processo de discussão interna para o encontro foi muito frio, mas isto deve mudar nas eleições diretas. Vão ser três meses de debate intenso e temos várias possibilidades de candidatos: o ex-governador gaúcho Olivio Dutra, o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, o deputado estadual gaúcho Raul Pont, os deputados Henrique Fontana e José Eduardo Martins Cardozo. A Mensagem está se organizando para apresentar candidaturas que possibilitem um debate qualificado. Será um clima completamente diferente.
Valor: De que maneira o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado influenciou na condução dos debates partidários?
Rossetto: O presidente fez um discurso firme, duro, na questão ética. Houve rigor na afirmação da ética nas questões públicas como um valor fundamental do partido. Isto transpareceu na previsão de criação de um Código de Ética.
Valor: O discurso presidencial não teve também um tom de desagravo em relação aos petistas que se tornaram réus na ação que está correndo no STF?
Rossetto: Em absoluto. Não é esta a leitura que faço. Eu não vi defesa alguma. (C.F)
O grupo pretende estabelecer uma nova hegemonia no partido, mas teve um resultado ruim na eleição dos delegados para o Congresso. Unidos, fizeram proporcionalmente menos delegados em comparação com os votos que conseguiram na eleição interna de 2005, quando concorreram de maneira separada. O grupo tenta recobrar fôlego para participar da eleição direta no fim do ano e contestar o comando atual do partido. Para isto, já agendou reunião interna em São Paulo, no próximo dia 10.
Valor: A tendência que o senhor representa elegeu menos delegados que esperava para este Congresso. A agenda ficou dominada pelo antigo Campo Majoritário?
Rossetto: Conseguimos a aprovação de pontos fundamentais, como a decisão de instituir um Código de Ética, que será redigido pelo Diretório Nacional do partido, e antecipar a eleição direta para este ano. Conseguimos também uma resolução em que se retoma uma estratégia eleitoral socialista e democrática, de reaproximação com os partidos de esquerda. É uma nova perspectiva de aliança.
Valor: Não é simplesmente a reafirmação da aliança atual?
Rossetto: Há uma preocupação explícita em retomar o diálogo com os partidos que formaram o bloco (PSB, PDT e PCdoB). São os nossos parceiros tradicionais no campo da esquerda. Eles estão agora colocados em um plano diferenciado em relação a alianças não tradicionais, que predominaram nos processos eleitorais mais recentes. A direção anterior diluiu a consistência das nossas aliança. Agora, esta questão está corretamente encaminhada. E ainda teremos a reforma política dentre as bandeiras do partido, em um contexto de uma nova Assembléia Constituinte. São todos pontos de nossa agenda. Mas nem todos os temas foram tratados.
Valor: Onde não foi possível avançar?
Rossetto: Toda a discussão estatutária e sobre o financiamento do partido, por exemplo, foi adiada. Não temos ainda regras claras sobre o que o PT pode ou não pode fazer para se auto-financiar. Sabíamos dos limites deste Congresso para atender a uma agenda tão ampla.
Valor: O grupo da Mensagem se sente em condições de disputar as eleições internas do partido ou deve buscar um candidato consensual para a presidência?
Rossetto: Para este Congresso tivemos um resultado muito aquém da nossa repercussão na sociedade e no partido, porque todo o processo de discussão interna para o encontro foi muito frio, mas isto deve mudar nas eleições diretas. Vão ser três meses de debate intenso e temos várias possibilidades de candidatos: o ex-governador gaúcho Olivio Dutra, o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, o deputado estadual gaúcho Raul Pont, os deputados Henrique Fontana e José Eduardo Martins Cardozo. A Mensagem está se organizando para apresentar candidaturas que possibilitem um debate qualificado. Será um clima completamente diferente.
Valor: De que maneira o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado influenciou na condução dos debates partidários?
Rossetto: O presidente fez um discurso firme, duro, na questão ética. Houve rigor na afirmação da ética nas questões públicas como um valor fundamental do partido. Isto transpareceu na previsão de criação de um Código de Ética.
Valor: O discurso presidencial não teve também um tom de desagravo em relação aos petistas que se tornaram réus na ação que está correndo no STF?
Rossetto: Em absoluto. Não é esta a leitura que faço. Eu não vi defesa alguma. (C.F)
