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Lula libera R$ 1,4 bilhão do PAC para Pernambuco

Jornal de Santa Catarina
BRASÍLIA - A emissão de licença prévia pela área ambiental do governo para a construção de duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira detonou mais um atrito entre Brasil e Bolívia.
O Itamaraty recebeu carta do do presidente Evo Morales na qual o país vizinho "expressa contrariedade" com o atestado de viabilidade para a obra emitido pelo Ibama segunda-feira. O chanceler boliviano David Choquehuanca afirmou que o Brasil deveria ter feito estudos também em território boliviano.
A nota da Bolívia surge num momento em que o Brasil vive mal-estar com um dos aliados de Morales, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ontem, o jornalista Bob Fernandes afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Chávez não estariam se falando.
OLINDA - Ao anunciar ontem a liberação de R$ 1,4 bilhão de investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de saneamento e urbanização de favelas pernambucanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "o Nordeste não pode continuar sendo a faixa no mapa brasileiro reprodutor de pobre".
- Não queremos tirar nada de ninguém, queremos nos recolocar no mapa deste país. Temos o direito de crescer. Nós, nordestinos, não somos apenas exportadores de pobres para os Estados mais ricos, não queremos ser só pedreiros, queremos ser engenheiros, médicos - afirmou ele, ovacionado pela platéia.
Já em Salvador, Lula destacou a importância do PAC em áreas estratégicas do país e para estimular o desenvolvimento. Para a Bahia, a União anunciou R$ 1,36 bilhão.