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Contra o efeito estufa

Carta Capital/Editoria de Negócios/Reportagem de André Siqueira
Os créditos de carbono fazem a primeira empresa bilionária no mundo

Bom ar A Eco Securities tornou-se a primeira empresa de capital aberto bilionária na área de créditos de carbono. Listada na Bolsa de Londres, a companhia recebeu, na segunda-feira 2, um aporte de 100 milhões de euros de um grupo de mais de 30 investidores. O principal deles é o banco Credit Suisse International, que desembolsou 44 milhões de euros para assumir uma participação de 9% no negócio. Após a nova emissão de ações, a empresa quadruplicou o valor de mercado desde o lançamento dos papéis, há 18 meses, e superou a marca de 1 bilhão de dólares.

A companhia, com sede em Oxford, na Inglaterra, é presidida por um brasileiro pouco conhecido no Brasil, mas reconhecido nos demais países signatários do Protocolo de Kyoto, como o Japão, o Canadá e os membros da União Européia. Pedro Moura Costa desenvolveu na Malásia, em 1991, a metodologia utilizada até hoje para calcular a quantidade de dióxido de carbono absorvida pelas florestas. Em 1997, meses antes da assinatura do acordo que estabelece níveis nacionais para a emissão de gases poluentes, o ambientalista fundou a Eco Securities. Ou seja, o negócio foi criado antes mesmo de existir um mercado comprador.

Passados dez anos, a empresa mantém uma carteira de 422 projetos em 27 países. Mais de uma centena deles está na China. O Brasil vem em seguida, com 50 ações geridas pela Eco Securities, que é também responsável por cerca de 25% das iniciativas para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa em andamento no mundo.


Segundo o executivo, a negociação com o Credit Suisse incluiu a abertura de duas linhas de financiamento, cada uma no valor de 1 bilhão de euros, para financiar a compra e a venda de créditos de carbono a partir dos projetos administrados pela Eco Securities. "A valorização recente da empresa ocorre porque os trabalhos científicos mostram uma necessidade ainda maior de cortes na emissão de gases", disse Costa a CartaCapital. "Qualquer observador vê a demanda crescente, e em proporções muito grandes, para a nossa atividade."

Um dos projetos mais recentes da Eco Securities no Brasil é a unidade de co-geração de energia elétrica da Celulose Irani, em Vargem Bonita, interior de Santa Catarina. Ao aproveitar os resíduos florestais da própria fábrica, a iniciativa garante uma economia nos custos de produção e permite a comercialização de créditos de carbono, ao evitar a emissão de 180 mil toneladas de CO2 a cada 20 meses.